
Eu queria escrever algo sobre a novela das oito que começa às nove e meia. Até assisti um capítulo inteiro outro dia (é menos ruim do que eu pensava). Mas nada que eu fizer vai superar o texto de Nirlando Beirão na Carta Capital desta semana. Não deixem de conferir.
Só acrescento: se faltar a João Emanuel inspiração para castigar a vilã, manda aqui pra casa. Por maior que seja a maldade, ainda é a Patrícia Pillar.
2 comentários:
É, o Fofão continua o mesmo. O texto de Nirlando Beirão é ótimo. Ele só se esqueceu de reiterar e enfatizar o óbvio e ululante: novela é ridículo! É caricata, viajante, muitas vezes beira o absurdo, mas tentando manter os pés no chão. No caso das novelas da globo, são bem piores: porque tem muito mais dinheiro, melhores atores(??!!), muita publicidade, absurdas doses de merchandising (cerveja, banco, cosmético, refrigerante, tintura para cabelo, carro, moto, etc.), e a cara de pau de não ter coragem de criticar abertamente nenhum segmento da sociedade ou instituição. Elas devem ser revisadas pelo PSDB, não descem do muro, não encaram nada de frente. Talvez por isso sejam mais ridículas que as outras. Já que estamos no inferno, o melhor é tomar uma com o capeta! Novela é tudo uma bosta, mas eu prefiro "Beth, a feia" ou "Pedro, o escamoso". Pelo menos elas se assumem, encaram a sociedade de frente, e escancaram os verdadeiros defeitos (de um e de outro. Sem falso glamour. Num país onde se assistem a Faustões, Gugus, Hucks, Big Brothers e outras catástrofes, se interessar em tramas chinfrins e artificialmente tratadas pela "mídia" não surpreende ninguém. É duro ver grande parte do país "parar" para ver e discutir tamanha imbecilidade...
Zebrão
Como eu sempre digo, Zebrão, o problema maior é o mercado consumidor. Novela serve para figurar o mundo como o senso comum acha que ele deveria ser, e não como ele é de fato. Se ficar diferente disso, o público detesta, a Globo demite o autor e chama a Glória Perez para "consertar"...
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